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Dear FutureMe,
Oi meu bem :) tudo bem?
Hoje eu to na rede do ap da casa de Fabiola e Pedro que virou nossa casa... Os quadros que vão pra parede tão no chao esperando a fita chegar... Tem vários por terminar também... essa semana eu espero me movimentar mais pra terminar os quadros... Pedi o orçamento do tapete da sala... Comprei a moldura do espelho... to ansiosa pra chegada da mesa... ansiosa pra comprar as cadeirinhas... já consigo visualizar melhor como tudo vai ficar... imagino a estante com livros... com o tempo, talvez eu pinte uma parede, talvez eu pinte o teto... espero viver tudo isso... É um sentimento muito bom, apesar de estar fazendo isso sem um namorado pra viver aqui comigo, mas eu tenho tido opiniões de lala e fabíola...
Espero que quando essa carta chegar, eu já esteja um pouco melhor, por hora eu to bem chateada com o ultimo ex, nao gosto nem de falar o nome, ao mesmo tempo que eu ainda tenho (com raiva!) resquícios de esperança... Talvez seja a fase do luto. Eu tenho muita raiva dele ter estragado algo que era tão bom por nada ou quase nada, mas talvez eu precisasse dessa freada... seria muito duro pra mim, largar meu trabalho aqui ou em Vitória ou em Pernambuco. Minha independência financeira é muito valorizada, da mesma forma que pra ele deve ser horrível imaginar largar Paris... Todo mundo que tem a sorte de morar lá sente que tem "sorte", mesmo que more num ovo de apartamento, mas é uma cidade hiper viva e hiper fácil de se entreter e transitar... Eu amo cidades turisticas, imagina se eu vivesse na cidade mais turistica do mundo. Isso é ser racional. Mas qual o local do amor/parceria na nossa vida? Seria mesmo o amor mais fácil de substituir do que os elementos da segurança financeira estatal ou os elementos da cidade turística? E será mesmo que não dava pra ter de tudo um pouco? Era cedo pra dizer, a gente poderia ter encontrado formas de viver um pouco de tudo. É assim que eu pensava. Mas no fim, outro pensamento racional é simplesmente achar que a outra pessoa não gostava o suficiente de mim, porque pra achar que seria fácil me substituir, provavelmente o afeto/admiração/conforto/paixão era pouco. O pouco que for, era tudo de mais genuíno que eu tinha a oferecer nesse momento e eu achei a forma como foi tratado de muito descuido. Mas pra que julgar né? Se não importava, não importa. Devo apenas respeitar e trabalhar a reciprocidade... Não sei mais o que eu queria, não se trata mais de saudade, já que agora sinto muito mais raiva do que saudade. Acho que eu só queria que não tivesse ferido meu ego, mas isso era impossível, não existe forma de acabar sem ferir o ego do outro, a rejeição vai além da forma, porque é algo individual de cada um e o luto é sempre o luto pra quem ainda tinha idealizações de continuação...
De qualquer forma, pensando no melhor pra mim, acho justo não trocar mais com ele por um bom tempo. Sem mensagens, sem instagram, sem jogos, nada. Voce nao precisa disso, sobreviveu sem Simon pra saber viver isso de novo agora, é a vida me testando. Graças a Deus eu tenho cards pra dividir a copa comigo. Muitos projetos onde colocar minha atenção... Vai ficar tudo muito bem, mais rapido do que eu imagino... Acho.
De qualquer maneira, reforço aqui o compromisso de não ler mensagens dele, a nao ser que sejam no whatsapp, por uma espécie de formalidade que isso tem. Não caia na tentação de se auto-sabotar olhando ig da puta dele, pelo amor de Deus, encerra esse ciclo de auto-destruição, enterra isso com a megera. Nunca mais se machucar por costume. é isso... marca suas férias pra julho e vai viver...
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