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Querido futuro,
A vida anda estranha por aqui. Tem dias, como o de hoje, que acordo me sentindo mal. É uma sensação ruim, que me leva a pensamentos ruins, mas o pior é sentir tudo no corpo. E não conseguir me tirar dessa sensação, mesmo sabendo que ela vai passar em algum momento.
Isso acontece especialmente quando estou acordando - se bem que o correto é dizer dormindo, já que eu não gostaria de acordar tão cedo. E eu fico pensando em músicas e em assuntos que possam trazer um pouco de alegria e esperança.
A vida está me provendo com o que eu preciso. E eu só agradeço às oportunidades de trabalho que passaram no meu caminho. Tem sido muito bom e, neste momento em específico, providencial. Ainda assim, eu preciso mudar. Preciso dar mais espaço para o que realmente importa, e lidar com as demais coisas com mais centramento, mais consciência, limpando os traumas do passado e os padrões que não me fazem bem.
Hoje tenho terapia depois de um grande intervalo. Vamos ver como será. Nem sei porque estou escrevendo isso. Talvez por essa carta estar mais parecendo um fluxo de pensamentos mesmo.
Espero que ao ler essa mensagem do presente-passado eu sinta alívio. Me lembre deste momento conturbado com os olhos de alguém que já passou por tudo. Quem sabe, em uma nova casa, em uma nova janela, em uma nova cidade, em um novo corpo.
Espero também que esteja conseguindo dar espaço para o que realmente importa. Que a palavra do ano, Equilíbrio, esteja desempenhando seu papel. Que eu tenha mantido a disposição para mudar as coisas que não me fazem bem.
Ando sem muitos planos para o futuro. Pensar em tudo o que vamos mudar tem mais me paralizado do que me excitado. Ainda assim, sigo aqui fazendo a minha fézinha para que coisas melhores aconteçam. Coisas mais leves. Bons momentos.
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