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Carta ao Meu Eu do Futuro
Itatiaia, 23 de outubro de 2025
Querida Isabel Cristina,
Hoje, escrevo para você com o coração firme e a mente clara. Esta carta é um pacto, um compromisso inquebrantável com a justiça, a dignidade e a verdade da nossa existência como mulher negra.
Você já enfrentou olhares que tentaram te diminuir, decisões que te ignoraram, e silêncios que gritaram mais alto que palavras. Mas mesmo assim, você permaneceu. Você liderou. Você cuidou. Você resistiu.
Que esta carta seja um lembrete eterno: você não está aqui para ser tolerada, está aqui para ser respeitada. O preconceito racial não tem lugar na sua vida, no seu trabalho, nem nas relações que você constrói. Você se compromete, hoje e sempre, a:
• Denunciar o racismo, mesmo quando ele se disfarça de piada, de política ou de silêncio.
• Valorizar sua história, sua ancestralidade e sua identidade como fonte de força e sabedoria.
• Mentorar e apoiar outras pessoas negras, especialmente mulheres, para que nunca se sintam sozinhas.
• Exigir respeito, não como favor, mas como direito.
• Celebrar sua existência, com orgulho, afeto e coragem.
Se algum dia você se esquecer da sua força, volte a esta carta. Ela é prova de que você escolheu a luta, não por obrigação, mas por amor — amor por si mesma, por sua comunidade, e por um futuro em que ser negra não seja resistência, mas liberdade.
Com toda a sua verdade,
Isabel Cristina Oliveira de Souza
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