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Ainda estamos no inverno, mas nosso Ipê floriu. Ele tem flores amarelas, as mais comuns. Ele já tinha florido uma vez, mas eram apenas umas 2 ou 3 flores. Dessa vez, ele floriu a ponto de deixar o verde da grama todo cheio de pontinhos dourados. Lindo demais!
Ainda estamos no inverno e eu ainda me sinto no inverno. Hoje recebi uma carta de seis meses atrás, falando de coisas que não não estão no meu radar. E fico perplexa com a minha mente geminiana que flutua tanto.
Seis meses atrás eu já tinha um ar de preocupação com o dinheiro. Já tinha uma fadiga. E é curioso pensar que eu relaxei, depois eu fiquei muito mais preocupada, e depois eu relaxei de novo.
Esse exercício de prever o futuro é tão difícil, pois as coisas acontecem tão do nada e mu*** tudo. A vida tem sido assim, de sopro em sopro. E é claro que tem coisas que consistência e densidade dariam outro tom, outra forma de realizar os sonhos. Mas viver com o vento tem sua beleza também. É uma vida cheia de paisagens diferentes, muito rica em certo aspecto.
Escrever essa carta para o futuro sem dar muito peso ao futuro - ou melhor, sem dar peso algum, é um jeito bonito de fazer uma fotografia deste agora que logo será algo que não saberemos mais.
Quem sabe um dia essas tantas cartas não se tornem algo. Ou pelo menos uma versão de diário. Vai saber. São as fotos diárias, os registros em papel e essas cartas virtuais, migalhas de pão que, assim como no conto, não irão me levar de volta.
Tudo bem. Não tem problema. A verdade é que me sentar aqui para escrever já é uma diversão. E que receber estes recados do futuro, sempre de forma surpreendente, também são.
Seguimos.
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