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Time Travelling — 12 months

Peaceful right?

Dear FutureMe, Então, é porque assim, o que está acontecendo agora? Eu estava conversando com uma pessoa que sempre assim, quando eu comecei a realmente conhecer essa pessoa, aquele frizei na barriga, aquela sensação meio estranha, e a gente finalmente conversou e a gente ficou também, beijamos. E a questão é que parece que esfriou um pouco agora, porque eu não queria que acontecesse. Mas, a minha questão é que sempre vai para uma insegurança muito forte minha, que é a minha personalidade e é o meu corpo, que é uma insegurança que eu tenho desde que eu me conheço por gente. E aí, não é uma coisa muito simples, é uma coisa construída, é uma coisa complexa. Porque essa não é a primeira vez que alguém chega tão perto de mim e dá um passo para trás e eu fico lá na frente sozinha. Então, assim, quando acontece a primeira vez, você encara como se fosse uma coisa como mesmo, está tudo bem, ninguém é obrigado a gostar de mim de cara, ninguém é obrigado a adorar a minha personalidade. Acontece a segunda vez e você pensa, pelo menos eu penso, pode ter alguma coisa que eu possa melhorar, que eu possa ser melhor, porque eu acho que a gente sempre tem que melhorar. E aí, acontece a terceira vez e aí os pensamentos de insegurança entram muito forte. Então, além de pensar que eu tenho coisas para melhorar, eu fico pensando que talvez eu ainda não esteja boa o suficiente e esse é o problema, porque eu não sei se vai ter um momento em que eu vou ser boa o suficiente para alguém. Eu não acredito nem que isso exista de fato. E aí, acontece a quarta vez e eu não consigo evitar de pensar que o problema sou eu, de pensar que o problema é o meu corpo, de pensar que o problema é a minha personalidade. Porém, em muitos momentos, na maioria dos momentos quando eu estou bem, eu amo quem eu sou, eu amo a minha personalidade. Obviamente, tem coisas que me irritam em mim mesmo assim, mas tem várias coisas que eu amo e eu fico tipo assim, eu não acho que eu deveria mudar a minha personalidade para me enquadrar nesses relacionamentos. Mas, ao mesmo tempo, o que está acontecendo agora é que eu me abri para uma pessoa que realmente achava que eu ia gostar de verdade e agora eu estou aqui pensando que o problema sou eu. Eu não acho que seja, mas é muito difícil impedir esse pensamento de pensar que o problema sou eu, que o problema é o meu corpo, que o problema é a minha personalidade. Assim, isso é muito difícil.

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