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Agora é 00h19. Normalmente todos os horários que te escrevo são mais ou menos esses. Acho que é o horário das minhas crises. Ou suas. Não sei. Torço que pertençam somente a mim nessa passado aqui. Seus dias tem começado estranho. Você fica ansiosa por uma tarefa ou outro, os doces pós almoço vem sido os poucos momentos que seu corpo libera algum tipo de hormônio feliz. As coisas não estão ruins e você sabe disso. Você não pode reclamar. Mas o pior, é que mesmo assim, as coisas não parecem estar boas.
Desde que terminei com o Arthur sinto uma avalanche de sentimentos. Acho que isso é comum. Mas o pior de tudo é que as vezes não sinto nada. Já se passaram 3 meses desde o fim e ainda parece tão latente as vezes. Não o fim o fim. Mas os poucos fins que foram acontecendo devagar, quase imperceptíveis, de pouco em pouco, ate que o próprio fim chegasse ao seu final. E acho que é isso que é pior. Pois sempre tenho essa sensação de que algo morreu e mesmo quando o Arthur me prometeu que os sentimentos dele ainda estavam vivos e merecíamos uma chance de vivê-los, não consegui acreditar. Mesmo gostando dele. Mesmo pensando nele todos os dias. Alguns mais, outros menos, mas infelizmente consistentes. Minha mãe diz que foi vinganca. A Luisa disse que fui madura. A Victoria sempre fala que tenho compaixão. Mas eu sinceramente não sei. Não sei fazer com o que restou do meu sentimento. Queria trocá-lo. Ou esquecê-lo em algum canto quando outro aparecesse. Mas nada acontece. Nada muda. Sou a garota de antes que vive uma vida tediosa com momentos bons e que vive em uma outra vida que não existe, que na verdade só lhe traz medo. Ver o Instagram do Arrhur foi a cereja do bolo para minha instabilidade emocional. A típica pessoa que foto do ex namorado num ângulo bom, com uma pele sedosa e numa viagem incrível e se martiriza: ele está melhor do que eu. Sei que no fundo, não sei o quanto isso é verdade, mas agora, no fervor dos meus sentimentos, se torna absoluta. Sinto que nesses últimos meses há algo faltando, um vazio, estou deprimida a voltar a minha vida antiga, tediosamente linear. Arthur me fazia sentir saindo da curva. Acho que por isso eu não terminei antes. Não sei o que fazer, me sinto triste, entediada, azarada. Será que cosmicamente falando, eu era a má energia do relacionamento? Pois desde que terminamos, ele parece ter triunfado, beijado meninas, viajado. Enquanto eu, aqui, sequer tenho achado uma moeda na rua. Será que esse seria meu karma? Não consigo me recordar de algo muito ruim que tenha feito.
Carol, peço desculpa pelo fluxo embaralhado, mas enquanto tento chorar, decidi escrever para você. Decidi que para você daqui 6 meses, quando o ano estiver quase se encerrando ou de fato encerrado. Escrevo para você como um diário de bordo, porque apesar do vazio, ainda me resta esperança. Você sabe, sempre nos resta um fiozinho de esperança.
Que você se dê conta de tudo
Com amor, Carol
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