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Carta para quando a gente se reencontrar
Ei, olha só quem está aqui.
Você.
Depois de tanto tempo, tantos desencontros, tantas pausas — e ainda assim, você.
A vida nos levou por caminhos tão diferentes, né? Cada um de nós com suas dores, suas escolhas, suas tentativas de recomeço. Eu precisei me perder em outros lugares, em outras pessoas, pra conseguir me encontrar de novo. E você também teve o seu tempo, o seu silêncio, suas lutas internas. Mas em algum lugar dentro de mim, eu nunca deixei de te guardar com carinho. Nunca deixei de sentir que tinha algo nosso que nem o tempo conseguia apagar.
E aqui estamos. Eu não sei como foi, nem por que demorou tanto, mas sei que o universo — do jeito dele, estranho e certeiro — resolveu alinhar nossos caminhos de novo. E é estranho como, mesmo depois de tudo, a gente ainda consegue rir das mesmas bobagens. Ainda reconhece no olhar um abrigo antigo. Ainda sente aquele silêncio confortável, como se nunca tivesse havido distância.
Eu não vim pra te cobrar o tempo que perdemos. Eu só vim pra dizer que, de alguma forma, tudo isso valeu. Porque agora, com a alma mais madura e o coração mais calmo, eu posso te olhar e dizer: “Eu esperei, mesmo sem esperar. Eu acreditei, mesmo sem certeza.”
E se for agora o nosso tempo, que seja leve. Que seja verdadeiro. Que seja só nosso.
E se ainda não for — tudo bem. Eu te levo comigo mais um pouco, guardado onde sempre esteve: no lugar bonito que a gente criou sem perceber.
Com carinho,
Natasha Resident
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