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Definitivamente, o fim e o início; esse é meu último ano na escola. Tenho 17 anos: último primeiro dia, últimas férias escolares, último interclasse. Mas, ao mesmo tempo, é o primeiro emprego, a primeira faculdade, o primeiro salário. Crescer é, definitivamente, desesperador: o medo de crescer, o medo de uma nova rotina, a solidão, os planos que não dão certo, a pressão de fazer as escolhas certas. Mas acho que isso é algo com que você, Júlia do futuro, deve se preocupar. Por agora, vou falar um pouco do presente e dos presentes nele.
Estamos a 19 de fevereiro de 2025, na aula de orientação. Me ferrei, esqueci a apostila em casa, mas a vida que segue. Meus planos para quando acabar a escola são ser comissária de bordo. Será que eu consegui? Mudei de planos? Espero que, aí no futuro, eu esteja trabalhando. Chega de folga, né?
Como a gente é! Cortei o cabelo como queria? Mudei de cor? Acho que não, não consigo me ver sem o preto. E a vida, como anda? Espero que você continue rodeada de pessoas que te amam e te fazem feliz. Aqui, eu tenho vários amigos e espero continuar ao lado deles.
Eu amo rolezar com a Bia; ela topa tudo. O Ruan é como um irmão para mim, apesar da distância. A Mari é uma parte de mim, praticamente. A gente ainda faz tudo juntas? A Maria Beatriz mudou de escola, mas continuamos próximas. Tem também a Letícia e a Luana, que estão comigo desde criança. Aí, a Hemily e a Laura chegaram recentemente, mas gosto muito delas.
Se tudo estiver desmoronando aí no futuro, tente se manter firme, porque depois da tempestade sempre vem a calmaria. Sou grata pela minha mãe, que cuida muito de mim, e pelos meus avós, que são minha inspiração. A Júlia da carta passada não sabia ainda do que estava por vir. A perda da minha tia ainda está recente; só se passaram quatro meses. Foi um choque! Toda vez que alguém tenta falar algo sobre ela, caímos no choro.
E sua vida amorosa, como está? No auge dos 17 anos, ainda não namorei; isso é mais normal do que parece. Até agora, só gostei de verdade de alguém uma vez: o Isaac. Mas não deu certo, apesar de não conseguirmos cortar nossa ligação; conseguimos superar. Recentemente, comecei a conversar com o Leandro. Sempre achei ele bonito. Como será que estamos? Somos namorados ou completos desconhecidos com memórias? Fomos o que? Namorados, só de forma picante? Nossa conexão é surreal, apesar de sermos completos opostos.
Não sei muito o que dizer, mas queria manter contato com você e perguntar sobre seu dia. Continue acreditando em você mesma; eu sei que consegue. Aguardo ansiosamente pela sua resposta.
Da sua eu de 2025,
Júlia.
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