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Hoje é 4 de março de 2025 é de noite e tá chovendo, aquela chuva leve que demora horas pra passar. As crianças ainda não estão na cama pq não tem água pra tomar banho (um saco) talvez precisaremos ir pra casa da vovó. Nós ainda moramos na casa da rua H.i mas ja estou louca pra me mudar daqui, sinto que o ciclo nessa casa deve ser encerrado. Hoje o dia foi um saco assim como todos os outros neste começo de ano, tem sido estressantemente tedioso, a rotina parece me engolir... Os dias são todos iguais e é como se eu não conseguisse me mexer pra mudar isso.
Eu amo meus filhos e gosto de ter uma família unida, gosto de ser mãe, e gosto de estar casada, mas eu sinto que falta algo, eu preciso fazer parte de algo que não envolva passar dias trancada cuidado de uma casa. Minha mente ta a milhão e eu acho que esses sentimentos acabaram me pondo em uma situação delicada... Lembro que na metade de 2021 eu me sentia da mesma forma e eu até tava com planos de mudar algo na minha vida, foi aí que eu me apaixonei de novo por alguém do passado (tinha 14 anos, ele foi meu primeiro beijo)... eu vi ele de novo e ele tava lindo, eu ate tentei me aproximar mas naquele mesmo ano eu descobri que tava esperando o 2° bebê e meus planos mudaram, eu senti que tava caido de novo no limbo que separa vc de vc mesmo... Os anos passaram e eu ainda não consigo esquecer ele. Eu tenho sonhos com ele e fico imaginando como seria se tivéssemos oportunidade de ficar juntos. Mas eu sei que essa obsessão deve ser falta de alguma coisa, eu não vivi muitas coisas, não conheci muitas pessoas, eu tenho 26 anos e em agosto completo 27 e eu ainda não vivi. Deve ser por isso que eu me apego a essa lembrança, pq foi a única coisa mais incrível que já me aconteceu, foi a única vez que eu me apaixonei de verdade. Eu espero que dá próxima vez que eu ler esta carta pelo menos parte da minha mente já esteja em ordem, e que por Deus eu já tenha esquecido dessa pessoa, pq dói muito sentir que eu possa estar amando uma pessoa que talvez nem exista. Pq talvez eu ame só a lembrança e não a pessoa que ele é.
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