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Caminho a passos lentos. O pior já passou, eu sei. Sigo caminhando, pois não há outra opção. Sempre bate a vontade de permanecer na lentidão, no relaxamento, no descanso. Mas vida é movimento, sabemos. E seguir é a nossa sina. Continuo, agora, um pouco mais inteira do que antes. Os pés sentindo o chão firme, a alma conectada com o que os olhos não conseguem ver. Já entendi que não há certo ou errado nessa vida, mas experimento, dessa vez, seguir de uma outra maneira. De um jeito que fui aprendendo, meio sozinha, meio com a vida. Vejo como é caminhar com a bonequinha no bolso, escutando a intuição. Mas já não me iludo mais. No mundo da matéria, uma cobra pode ser também perigo, e quando a encontro, honro sua presença, mas mudo de caminho. Agradeço a oportunidade de seguir viva, usando o tempo que tenho com consciência. Pego as horas na mão e crio. Espaços, ideias, sentidos. Crio para mim, por mim, mas não apenas. Na água fervida, deixo as ervas submersas e abafadas, confiando na alquimia. É na mistura que aposto. É nisto que não sei descrever, mas que Clarissa e Clarice falam tão bem, que confio a minha existência.
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