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Oi, hoje é 19/06/2024. Tenho 17 anos. Estou no último semestre do curso técnico de enfermagem, na segunda semana de estágio no ESF de Pedra do Anta, e no último ano do Ensino Médio.
Em 2023, por causa de todos os acontecimentos passados – o conflito na roça, a mudança para Pedra do Anta, o Lucas de Manhuaçu, e o Lucas Diego – eu comecei a tomar remédio e perdi o controle. A sala se virou contra eu por causa de Alairce e me deram castigo de silêncio. Ver todo mundo no refeitório falando sobre doeu muito. Comecei a me dopar com remédios na árvore atrás da quadra. Milleny descobriu e mostrou o pote de remédios para a diretora, e teve boatos de que eu estava dando droga para alunos da escola. No momento, fiquei com muita raiva de Milleny por pegar o pote na minha mochila escondido, mas hoje agradeço a ela por isso e somos amigos muito próximos, sonhando em conquistar a faculdade.
Muita coisa mudou desde 2022. No ano passado (2023), na época da festa da cidade de Jequeri, eu comecei a ficar com o Matheus, o menino chato que não saía do nosso pé, mas acabei gostando dele. As coisas não deram muito certo; eu comecei a ficar com ele para esquecer outra pessoa (o Lucas) e deu certo, mas acabei me apaixonando pelo Matheus e fui feito de bobo, pois ele estava gostando de outra pessoa. Eu realmente estava disposto a tentar algo sério com ele, mas serviu para aprendizado, não guardo rancor dele, igual eu prometi que não faria.
O Lucas voltou para Pedra do Anta no começo deste ano (2024). Nós nos aproximamos por um tempo, mas eu vi que não era a mesma coisa, e não fazia sentido continuar andando com ele apenas pela nossa amizade do passado. Ele também começou a ficar com Tácila, e isso gerou alguns desentendimentos entre nós, o que sinceramente foi bom. Eu sei que sou sensível e fraco demais para me afastar das pessoas de que gosto, por medo de ficar sozinho ou pela dor, tristeza e saudade que isso vai deixar. Acabamos ficando dependentes.
Na escola, tivemos alguns problemas. Acredita que eu ataquei a Amanda e quase bati nela dentro de sala? Por um problema que nem era meu, mas minha mente estava tão perturbada que a razão se perdeu. Me desculpei com ela e tento agir normalmente agora. Mas, fora isso, estou bem. Um pouco sobrecarregado, mas bem. Comecei o ano com o pé esquerdo, parei de me excluir e isolar na sala por causa de Larissa, que não se misturava. Agora, me do muito bem com quase todo mundo. Vitória e Milleny são colegas de classe muito importantes para mim hoje; elas me fazem alegre dentro de sala, apoiam e dão sermão quando precisa, e me incentivam a melhorar e buscar meu futuro. Elas são muito legais, como todos os outros: Thor, Lorena, Larissa, Tacila, Isadora, Paolla, etc.
Nicolle se reaproximou muito de mim este ano. Ela parou de me deixar de lado por causa das outras amizades. Não fico mais triste com ela por causa disso. Temos uma relação muito boa e saudável. Sei que se precisar posso contar com ela e ela comigo. Por incrível que pareça, ela está namorando João Pedro, o menino que eu fiz amizade no primeiro ano e tentei fazer namorar com Milleny, o mesmo ex de Larissa e Vitória kkk. E sou amigo dele também. Se ele faz bem para Nicolle, ele também é importante para mim e vou ajudar em algo se eu puder. Por mais prosa que ele seja, é legal sair na presença dele também. Não mando muita mensagem para Allana, mas ela também é muito importante igual todos os meus amigos. Tenho um carinho muito grande por ela.
No começo deste ano, comecei a seguir um menino que achei muito bonito no Instagram. Mesmo com poucas fotos, achei muito mídia e vi que Larissa e outras pessoas também seguiam. Por incrível que pareça, esse desconhecido que eu nem sabia o nome, onde morava ou quantos anos tinha, se tornou uma das pessoas mais importantes da minha vida (top 1, tá?). Respondi um story que ele postou com uma foto muito bonita e começamos a conversar. No carnaval, começamos a nos falar todo dia e quase o tempo todo, e ele se tornou o meu melhor amigo. Por mais diferentes que sejamos, por mais longe que estejamos, sempre será ele. Seja uma música, um poema ou um trecho de livro que lemos sobre ligações de alma, "fechamento" ou reciprocidade, eu com certeza vou pensar nele. Encontrei nele exatamente tudo aquilo que desejo que as outras pessoas tenham com seus amigos e seus amados: carinho, afeto, apoio, amizade, boas risadas, irmandade, consolo, safadeza kkk e vários outros adjetivos que não sou capaz de lembrar, mas principalmente, respeito. O Kauê é muito importante para mim. Ele, sem dúvidas, tornou a minha vida melhor e quero ter ele do meu lado sempre.
No final de abril, ele veio para Pedra do Anta. Quem diria que um moleque que conheci no Instagram teria família aqui nessa cidade? Foram poucos dias, mas com certeza foram uns dos melhores dias da minha vida. Quando encontrei ele pela primeira vez de manhã, não sabia o que fazer. Encontrei ele subindo o morro de bicicleta, não sabia se ele seria exatamente o mesmo Kauê, então fiquei com vergonha de abraçar ele, e ele estava segurando a bicicleta, então era um pouco difícil. Mas pode-se dizer que "quebrei a cara", porque ele era tudo o que ele sempre demonstrou ser, até a cara de safado dele implicando comigo, esse desgraçado. Foram dias ótimos, brincamos de lutinha aqui em casa, comemos Nobreburguer com Larissa, pizza com Isa e saímos com Nicolle. Juntei 2 amigos muito importantes pra mim em um só lugar, e eles se deram bem. Os últimos momentos foram os mais dolorosos. Não sou bom em dizer adeus a pessoas que amo, já falei isso. Aquele abraço me matava por dentro por pensar que pode ter sido o último e que em algumas horas ele estaria a quilômetros de mim, mas me confortou saber que ele existe, e que estava bem diante de mim. E ele era quente,confortável, era como abraçar a mantinha marrom, aquele momento com ele me confortou, me deu paz, ele me deu paz. Espero que todos possam encontrar um Kauê, mas não esse, afinal esse é só meu e eu sou ciumento, não quero dividir ele. Espero ser um bom amigo para ele igual ele é para mim. Por mais que não nos falamos todo dia igual antes, vai ser sempre você. Independente da correria ou do tempo que passar, eu te amo Kauê.
Não sei o que esperar para o ano que vem, sinceramente. Quero passar na faculdade, não sei qual curso, pode ser Ciências da Computação, Gastronomia, Enfermagem, Arquitetura. Só espero conseguir. Espero estar morando sozinho, ou pelo menos fora da casa dos nossos pais. Eles não são tão ruins na verdade, só não foram ensinados a serem pais de verdade. Essa é a primeira vez deles também, mas mesmo assim quero o meu próprio espaço, meu próprio emprego, meu lar. Quero cuidar melhor da minha saúde no futuro, ter um bom inglês ou pelo menos estar desenvolvendo ele. Não estou com tanta pressa para o amor, mas se ele tiver chegado, que bom.
Para o meu eu do futuro, com amor,
Eu mesmo.
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