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Para a minha querida Maria Eduarda do futuro, neste momento me sinto angustiada, presa aos erros do passado, me esqueço que sou humana e que é isso que que compõe a minha essência. Errar é normal, principalmente em momentos que estamos fugindo da realidade, enchendo a cara de álcool até ficar inconsciente, e é isso que dói no meu peito. Pequei contra o meu caráter, pequei contra o que acredito, pequei contra quem sou. Esse pecado está custando a minha paz, não pequei por ser religiosa, pequei porque as minhas ações me fizeram duvidar do meu caráter. Eu sou aquela pessoa? eu faria aquilo se estivesse sóbria? o que se esconde atrás da máscara que nem eu mesma sabia que tinha?
Penso em todos os julgamentos que posso sofrer, e se o meu arrependimento não for o suficiente?
Eu quero morrer, quero morrer porquê me sinto envergonhada, me envergonho de ações tão podres. Mas estou aqui, e irei lidar com as consequências dos meus atos, não importa quando irão me assombrar, estou aqui, e digo: sou humana, um erros faz de mim um monstro? humanos são perfeitos? devemos ser?
E não aceito falsas acusações, errei, mas erraram comigo também. Eu sei a verdade, e não aceito que me julguem com calunias, sejam verdadeiros, e eu também serei.
Me desejo paz. Eu mereço.
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