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Não sei o que me assusta mais: o futuro ou o presente. No momento, sinto que não tenho nada. Gostaria de conseguir me orgulhar de algo, mas acho que não fui feita para ser fonte de orgulho para alguém, muito menos para mim mesma.
Não estou trabalhando, e quando começar, com certeza vai ser em algo que me faz infeliz e que não paga bem o suficiente. E não tendo liberdade financeira, não posso morar sozinha. Não posso pagar uma boa faculdade.
Não tenho nota o suficiente para uma faculdade pública. Não sei estudar para conseguir uma nota boa o suficiente para uma faculdade pública. A procrastinação reina sobre mim. E, ao que tudo indica, ela está acima de todos os meus sonhos. Inclusive o de viver da escrita.
Não consigo me manter escrevendo. E eu sei que o problema não é a falta de inspiração. É a falta de consistência. 500 palavras por dia. Não é muita coisa, mas eu sempre falho em cumprir a meta. E olha que eu amo escrever.
Queria ser outra pessoa em outro lugar. Alguém que aprendeu a estudar desde cedo e que passou na faculdade de primeira. Alguém com uma família amorosa que lhe dá total apoio para seguir seus sonhos. Alguém que escreveu avidamente e já publicou vários livros. Mas eu sou eu. E tô aqui.
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