A letter from January 23rd, 2023

Time Travelled — almost 3 years

Peaceful right?

Dear FutureMe, No momento em que essa carta chega a você eu imagino que você sequer consiga se lembrar de quais angústias o motivou a escrevê-la. Claro, 1, 3 ou 5 anos depois é muita coisa para se lembrar das lamúrias de uma jovem de 19 anos – principalmente quando você já estiver com 24. E eu não lembraria do que o nosso eu de 14 estava passando se não tivesse essas memórias também. Mas você sabe. 2023. 20 anos. Último ano escolar (ainda vão faltar 6 meses, mas qual é?). E o ano temido por todo jovem médio, o ano do vestibular e applications. A minha cabeça parece um turbilhão de sentimentos que eu sequer conseguiria explicar. Qual a melhor faculdade? Uma federal? Existe uma faculdade no exterior me esperando? Ou eu deveria aceitar uma particular mixuruca da região e não fugir da minha zona de conforto, fazer algo incerto, em um lugar medíocre e que me dê estabilidade ao invés de felicidade? São tantas questões que é difícil imaginar como você poderia saber as respostas para ela, e tudo bem, talvez você também não saiba. Além disso, o que eu vou fazer em uma faculdade? A minha mente segue rodeada por uma sensação de que eu perdi muito tempo. Que eu deveria ter pensado e planejado mais o que fazer e onde fazer, como ir e o que eu realmente quero. Qual a minha prioridade? Ser estável, ser feliz? Eu conseguiria equilibrar os dois? Eu sei que tenho pensado e planejado há mais de 7 anos e isso é muito tempo, mas mesmo assim é como se eu não tivesse me esforçado o suficiente pra nada. Eu espero que você esteja confortável aonde quer que esteja, e eu também esperava isso de mim mesma 5 anos atrás e mesmo não cumprindo as expectativas da minha eu de 14 anos eu sei que estou bem assim. É essa faísca de esperança que vem me movendo, a ideia de que eu vou saber o certo a se fazer quando tiver que fazer. Mas sentar e esperar essa luz esclarecedora é demais pra minha ansiedade e parece que nunca vai acabar. É mais de 1 década indo para uma escola normal e me preparando para esse grande ano e agora que ele finalmente chegou é como se fosse maior do que eu mesma. Como se pudesse me engolir quando quisesse. Estou tentando ignorar, mas não sei se ignorar é o suficiente. Como eu vou saber a resposta se eu não procurar por ela? Espero que essas palavras tenham te feito lembrar das lamúrias do seu jovem eu, 1, 3 ou 5 anos mais nova. E que esse sentimento sirva como um lembrete de como é acolhedor não ter mais essas dúvidas, seja qual for sua angústia atual. Com carinho, Past me.

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