A letter from Jan 12, 2023

Time Travelling — almost 3 years

Peaceful right?

Querido eu do futuro, esta carta não é para você. Na verdade, quero que você tenha coragem o suficiente para viver e mostrar essa carta aos seus (nossos) pais. Espero que eu apenas reviva memórias em você, e que nada dito aqui ainda seja real. Exatamente nesse dia, você refletiu sobre como não "abriu o jogo" com seus pais, por mais que eles achem que você é aberta e acessível sobre o que sente, pensa e acredita. Quero que você conte a eles que, em 2017, você começou a ter problemas de autoestima. Quero que você fale que tentou se abrir, mas debocharam de você. Quero que você conte tudo sobre 2018. Fale das noites em que você dormia por ter chorado demais. Fale de quando você simplesmente pensou em parar de existir. Fale de quando você raspava a unha na sua própria mão para não se mutilar. Ressalte sobre seu fracasso no Tiradentes. Por mais que você já tenha falado, deixe claro que você se sentia a decepção da família, uma fracassada e uma derrotada. Conte como você pensou que seria muito melhor pros seus pais se você não estivesse no mundo, pois, assim, você não teria fracassado e os decepcionado. Você não lembra muito bem das crises de 2019, e talvez ache que foi o melhor ano da sua vida. Não foi. A Laureen tinha que te abraçar algumas vezes até você parar de chorar. Também, você escreveu - em uma carta para sua eu do terceiro ano - que queria ser psiquiatra, mas não realizar o sonho, pois se mataria antes do Ensino Médio. O ano de 2020 foi um borrão. Porém, acho que foi nessa época em que você escreveu em seu caderno uma carta perdoando muitas pessoas, mas falando que nunca perdoaria a si mesma. Em 2021, você tweetou que precisava se matar antes de voltar pro IACS. Você tweetou bem mais que isso, na verdade; porém, esse é o auge, em minha opinião. Você fez uma lista com nomes para quem escreveria cartas de despedidas se algum dia realmente fosse se matar. Em 2022, você ameaçou Deus. Você disse a Ele que, se fosse roubada de novo, pularia do décimo terceiro andar. Você teve muito medo de surtar e se matar, mas não aconteceu. Tudo o que você queria era fugir da realidade e ser uma nova pessoa com uma nova vida. Você odeia ser você desde os 13 anos, mas se acostumou a viver assim. Espero que você se ame. Abra o jogo. Atenciosamente, Laura de (recém) 19 anos.

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