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Oi Ju, tudo bem?
Agora faz um mês do seu 28º aniversário. Primeiro de tudo, feliz aniversário, coisa lindaaa!!! Hoje a gente tá chegando próximo de um mês com 24 anos.
Não sei como vai estar nossa cabeça, nosso coração, nossa situação financeira, acadêmica, pessoal e espiritual ai no futuro, mas queria te dizer algumas coisas que hoje não saem dos fundos do nosso cérebro.
Ps importante antes: ainda estamos em casa nos recuperando da lesão e só na próxima é que vamos na médica analisar o resultado do exame e pensar no que fazer pra curar essa burrada que a gente fez hehe
Continuando...
Estava lembrando, enquanto escutava uma música que foi marcante pra nós, de quando fizemos 18 anos. Seu significado, quem cantava, a situação em que vivíamos (nosso coração ainda esmigalhado, recém descoberta da *********** e ainda na luta pra saber quem nós éramos) na época. Demoramos quatro anos inteiros pra nos livrar daquela ilusão que nós mesmos criamos. Aquele fantasma de esperanças e expectativas que nos rondava, sussurrava, murmurava, chorava, gritava, ria com escárnio, nos abraçava nos momentos de maior fragilidade e pingava veneno na ferida quando víamos ou ouvíamos algo. Graças aos céus e a quem nos protege não sucumbimos aquela dor tão profunda e com gosto amargo.
Aquele sentimento de não finalização ainda nos persegue, mesmo após esses anos todos. Nosso eu do passado, eu agora do presente e, talvez, você ai do futuro, sabemos muito bem que, muito provavelmente, não iremos viver isso nessa vida (como tanto desejamos). Uma vez o Exu nos disse que as lembranças nem sempre são fiéis aos fatos, nós mesmos as alteramos pra poder caber dentro da nossa própria fantasia (apenas gostaria que aqueles olhos e aquele sorriso parassem de invadir minha mente de maneira tão livre e desimpedida, em momentos tão inoportunos). É muito provável que ela nem mais lembre de nós ou do que aconteceu naquela época (o que é algo ótimo, quem vive de passado é museu e nós precisamos largar os pesos do passado para correr pelo presente em direção ao futuro) ou sequer pense em nós de modo geral. Isso soa como uma lamentação (para o ego com certeza é), porém é tão ou mais reconfortante ver, mesmo de longe, seu crescimento profissional e como pessoa. É um orgulho que transborda no coração.
Nossa psicanalista nem sonha que isso ainda exista dentro de nós (o luto já foi feito e tido sucesso), contudo acho que é uma lembrança que guardamos como um souvenir e pra nunca esquecermos do que foi nosso primeiro amor.
Sei que um ano antes disso chegar até você ai no futuro vai completar 10 anos do nosso primeiro amor mas foi o ano seguinte o mais decisivo, não acha?
Espero que as coisas tenham melhorado ai no futuro, em todos os sentidos da expressão.
Com todo amor, seu eu do passado.
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