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Dia 30 de novembro, casa da minha mae 2020 - 3h14
Eu estava lendo yaoi e acabei de perceber algo que estava na minha cara.
Para contexto, tem esse personagem que tem kinks bem pesadas e tem essa coisa do namorado amável e compreensivo dele tentar entender de onde vem isso na vida dele, que por acaso é de um trauma com o personagem principal (sim, é uma traição), mas seguindo. Quando ele encontra o personagem principal e esse personagem trata ele como um lixo, o garoto das kinks começa a chorar compulsivamente porquê ele não quer ser odiado, foge tals, e vai para o namorado pedindo pra transar com ele, perguntando se ele não queria, se ele não dava tesão nele, meio que implorando pra ele afirmar isso... E me fez refletir.
Eu não tenho fetiches pesados como o personagem, mas eu tenho esse recorrente ao qual sou uma rainha, meu namorado é um súdito e pra consegir o que quer que ele esteja pedindo, tem que satisfazer sua rainha. E para mim a similaridade entre as coisas foi que: do mesmo jeito que o personagem do yaoi, eu quero ser amada e adorada, e isso significa que mesmo se chegar em um ponto onde o relacionamento não esteja mais dando certo e gostar de outra pessoa, eu ainda quero estar em um mundo onde eu sou o centro do universo igual ao garoto das kinks (provavelmente por algum trauma também).
Colocando isso em comparação que eu sou principalmente atraída por pessoas que são completamente opostas ao padrão, com um ideal, que é fiel a sua visão de mundo, mas que questiona mesmo o que está confortável, ou que tomam as rédeas da própria vida e fazem o que querem, mesmo que seja merda...
Eu quero alguém que queira o mundo, e que grande parte do mundo seja eu.
Que me apoie, me ouça, me entenda, e que também siga o próprio caminho enquanto eu sigo o meu. Que eu tanto possa me apoiar nessa pessoa, quanto eu quero que essa pessoa se põe em mim e que possamos dizer um para o outro que vamos dar um jeito mesmo na tempestade, e não impedir um ao outro de dar certo, mesmo que isso distâncie os dois.
Eu percebi que por mais que eu encontre alguém que me adore, não significa que eu vou ser feliz.
Por ser adorada, vou me prender a essa pessoa me adorando por medo de ninguém nunca mais achar interessante o suficiente para querer viver um mundo de coisas comigo.
Eu quero alguém que me adore de forma externa, porque eu não me adoro internamente e nem acredito que eu sou capaz de alguma coisa assim. Pois eu me sinto uma farsa e não sei me sentir real.
Eu quero ser adorada porque eu não acredito em mim.
...
Enquanto você está lendo isso, eu mudei?
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