6 meses depois da perda- CARTA ABERTA AO LUTO

Time Travelled — 6 months

Peaceful right?

Escrevo isso mesmo sabendo que não irá ler, mas se escrever ajuda no processo, essa é minha tentativa de diminuir a dor que ainda é tão forte. Então lhe dedico essas palavras e algumas lagrimas que derramarei ao escrever essa carta. Oi Vó, como a senhora está? Nesses 6 meses eu lembro da senhora quase que diariamente e as vezes nem é de propósito, é que a senhora era uma parte significativa da minha vida e continua sendo, já que tudo ainda se parece familiar, inconscientemente ainda espero lhe ver chegando lá em casa todo dia 8, mesmo sabendo que isso não vai acontecer, é bem mais fácil imaginar que só não vai vir esse mês, mas no próximo com certeza virá, e com isso, já fazem 6 meses que continuo me confortando assim. Vozinha, sendo sincera a pior dor da minha vida não foi quando recebi a noticia da sua morte, nem quando te vi naquele caixão, ou até mesmo no enterro, foi quando eu voltei pra casa e a ficha caiu, quando a adrenalina passou e me dei conta de que nunca mais te veria, ali meu mundo desmoronou... Sinto sua falta Vó, todas as vezes que olho pro Vô, vocês eram tão inseparáveis, ele também sente muito sua falta e se emociona sempre que falam da senhora, inclusive ele almoça com sua foto do lado. Quando eu olho pra Agatha e imagino o quanto amaria conhecer ela. No meu aniversário que sempre me ligava pra me dar parabéns e sempre preparava algum presente, mesmo que simples pra alegrar meu dia. Quando eu revi minha lista de convidados de casamento e seu nome estava lá, inclusive ainda está, me recuso a aceitar sua ausência nesse dia. Quando eu vejo algum bichinho de estimação, a senhora cuidava tão bem dos seus, aliás a senhora cuidava muito bem de todo mundo, e me acostumar sem seus cuidados tem sido tão difícil. Ainda não consegui voltar na sua casa, nem consigo lembrar da senhora sem começar a chorar e não sei quando conseguirei. Dói tanto ainda, eu sei que tive que continuar a vida, mas se pudesse voltaria para o ultimo abraço que lhe dei e moraria nele pra sempre, se eu soubesse que seria o ultimo, teria te apertado mais e te pedido pra contar mais algumas das suas boas histórias. Talvez escrever me ajude um pouco, mas essa dor parece querer fazer morada em mim e não sair, talvez com um 1 ano, 2 ou mais , espero que melhore e que possa contar da senhora para meus filhos com alegria, assim como quero me lembrar da senhora. Eu te amo dona Nem e levarei esse amor comigo pra sempre.

Epilogue

about 15 hours later

Oi vó, hoje fazem um ano desde a sua partida e ler essa...

Ãno tcaar amu otumi ál auniaesc vuo não use já uuism, ocm nome a arevseodr icdiilf erh,onsa aiabs ez,v dzi iacr ueipgaa em aurlg mgamoenhe asu neatnemvo, ezf aindl ebm itals rrenat dor a sarlgima ngucisoe sua equ 1 asm sebro na ad me es todu eu iof acasotnme, já ed ad urqeo qeu asca já ams seu uqe xrdaei ppeceour. Enanrcta hncamaod e grnade iari ed que osatpo atse taaagh omc lad,in es a ehl ela oóvv.
Roesanh inlcvrie esu raencgerden agmulas iadn,a ems umoti arp uqe niooscg eesprm e a rumhel iof dio eaodlg timou já mrtopeo haorcr flraa esze,v da mesrpe asm agracrre. Mpesre v,ó iutom eamria e et. .

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