Dear FutureMe,
Ontem chorei...Chorei por saber que a nossa vida é curta e que me amedronta não saber o dia da minha morte e nem de que irei morrer. Chorei por saber que por mais que eu queira dizer que amo as pessoas, tenho vergonha e medo...Medo de não ser amado da mesma forma, medo de não ter certeza sobre os meus sentimentos e sonhos, medo de não conseguir me abrir mais, de não conseguir me reerguer. Apesar de todo o medo, eu sigo...Sigo querendo mudar, mudar pensamentos, gestões e ações e talvez até a personalidade (talvez eu esteja divagando, e ta tudo bem). Nem tudo é do jeito que a gente quer. Nem sempre as coisas que queremos se realizam, nem sempre as pessoas que a gente quer que fiquem, realmente ficarão. Esse é o diferencial da vida, as vezes estamos dormentes, e tragédias acontecem para nos alertar de que estamos vivendo, de que o piloto automático nem sempre deve estar ligado, que devemos aproveitar, apesar das dores, temos que seguir. Seguir acreditando em um mundo melhor, um mundo onde teremos nosso lugar, um mundo onde podemos viver juntos e em harmonia (minhas esperanças estão se exaurindo). Quero acreditar em lugares melhores, pessoas melhores e sonhos realizados, onde podemos desfrutar da vida, sem nos preocuparmos com besteiras que colocam na nossa cabeça (a gente só é feliz se tiver dinheiro, eles dizem). O dinheiro aliena as pessoas, e eu estou alienado, enfim...foram muitas pautas, creio que irei enviar este simples texto, mas com grande significado para o meu eu do futuro, isso se ele realmente existir ainda, coisa que não está totalmente em nossas mãos.
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