A letter from May 24, 2025

Time Travelled — 12 months

Peaceful right?

Dear FutureMe, {Sábado, 24/05/2025, 22:42, Formosa.} Oii, Se tu tá lendo isso… parabéns. Tu sobreviveu a mais um ano nesse caos. Eu não sei onde tu tá agora — talvez em Portugal, talvez tenha mudado os planos, talvez esteja em outro canto do mundo ou ainda tentando descobrir pra onde ir. Mas se tu chegou até aqui, mesmo que cambaleando, isso já é muito. Isso já é lindo. Hoje, enquanto escrevo, tô com o coração batendo meio torto. Tô me preparando pra uma mudança que parece um sonho e um abismo ao mesmo tempo: Portugal. E vou te confessar — tô com medo. Um medo doido, daqueles que se esconde atrás dos olhos e aparece nas madrugadas silenciosas. Medo de não dar certo, de me perder, de descobrir que fui corajosa demais pra uma vida que não me esperava. Mas mesmo com tudo isso… eu tô indo. Porque alguma coisa dentro de mim ainda acredita que posso. Que mereço. Que sou capaz. E se tu estiver lendo isso agora, eu preciso saber: Tu conseguiu? Tu se sentiu acolhida? Tu se encontrou em alguma rua desconhecida? Tu chorou no meio do caminho, mas depois sorriu num lugar novo, pensando “ainda bem que eu vim”? Eu quero tanto que sim. Quero que tu tenha encontrado algo — mesmo que pequeno — que tenha te feito pensar: “valeu a pena.” E se não deu certo, se tu teve que voltar, mudar os planos ou parar… tudo bem também. Tu tentou. Tu teve coragem. Tu foi gigante. Lê isso com carinho agora, tá? Hoje, eu tô cercada de dúvidas. Mas também tô cercada de sonhos. Tô escrevendo isso com medo, sim, mas com esperança. E eu espero que tu nunca tenha deixado essa esperança morrer. Porque é ela que te move. Sempre foi. Espero que tu ainda ame com força. Que ainda seja boba por coisas pequenas. Que tu tenha feito amizades novas, rido até doer a barriga e tido conversas que te mudaram. Espero que tu tenha descoberto do que tu é feita — não só carne e osso, mas vontade, intuição, coragem. Mesmo quando tudo parece falhar. Ah, e lembra: não precisa ter dado tudo certo. Só precisa ter tido verdade. Se tu leu tudo isso com os olhos marejados, então tu ainda é eu. E se tu sorriu no meio das lágrimas, é porque no fundo tu sabe — a gente nunca parou de ser forte. Só teve dias mais difíceis. Com amor, *A menina que teve medo, mas foi mesmo assim.* _____________________ *Agora me responde com sinceridade:* • O que tu aprendeu sobre ti mesma nesse último ano? • Ainda tem alguma coisa que te faz brilhar os olhos? • Quando foi a última vez que tu ficou orgulhosa de ti? • Quem tu teve que deixar pra trás? E valeu a pena? • O que tu faria diferente se tivesse outra chance? • Tu tá feliz, de verdade, ou só confortável? • Ainda lembra da menina que escreveu essa carta? Ela sentiria orgulho de quem tu virou? • Qual foi a coisa mais doida ou inesperada que tu fez? • Tu ainda dança sozinha quando ninguém tá olhando? • Qual foi a última música que te fez chorar? Ou te fez rir do nada? • Já aprendeu a cozinhar sem queimar tudo? • Ainda usa o mesmo perfume? Ou mudou de identidade de cheiro? • Quem tu teve que deixar pra trás? E quem chegou que tu nunca imaginava? • Qual foi o momento em que tu pensou: “eu venci”? • Tá feliz, ou só ocupada demais pra perceber? • Já descobriu como dobrar lençol de elástico ou ainda enrola que nem sushi? • Já te apaixonou esse ano? E por quem — por alguém ou por ti mesma? • Como estão nossas três pequenas e a Cherryzinha? • Quais amizades se mantiveram?

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